7
de
maio
Relacionamento com filho.
“Esta é a história de Jacó. Tendo José dezessete anos, apascentava os rebanhos com seus irmãos; sendo ainda jovem, acompanhava os filhos de Bila e os filhos de Zilpa, mulheres de seu pai; e trazia más notícias deles a seu pai” (Genesis 37:2).
O bom aluno é aquele que aprende com os exemplos positivos das pessoas, bem como com os erros delas. Seria interessante considerar a possibilidade de aprender um pouco com os erros de José. Os homens e mulheres de Deus, por mais santos e perfeitos que sejam ou tenham sido, apresentam fraquezas e erros em suas caminhadas com Deus. José não é exceção. Ele errou e nós podemos aprender muito com os erros dele. Na verdade isto deveria ser um grande encorajamento para todos os que almejam uma vida de intimidade com Deus: se os grandes erraram quanto mais errarão aqueles que ainda não alcançaram a estatura dos heróis da fé. Está você disposto (a) a aprender? Um coração disposto a aprender é um potencial tremendo nas mãos do Espírito Santo.
Na verdade, o estudo dos erros de José inicia-se com o pai dele, Jacó. Quantas famílias ainda hoje sofrem o problema da preferência ou do protecionismo entre os membros das mesmas. Pais, avós, ou responsáveis, quaisquer que sejam as razões, jamais deveriam demonstrar verbalmente, sentimentalmente, conscientemente, inconscientemente, individualmente, publicamente, de forma subjetiva ou objetiva, qualquer sentimento de preferência que deixe um filho ou filha em situação superior ou mais privilegiada do que os demais. Comentários do tipo: este é mais acadêmico enquanto que aquele é mais desportista; este é mais carinhoso enquanto que aquele é mais reservado; este é mais inteligente enquanto que aquele é mais esforçado; este é mais bonito interiormente enquanto aquele é mais bonito exteriormente; jamais deveriam ser vivenciados em família. Jacó, por uma razão ou outra, passou a expressar de forma muito clara sua preferência por José: “Ora, Israel amava mais a José que a todos os seus filhos, porque era filho da sua velhice; e fez-lhe uma túnica talar de mangas compridas” (Gn 37:3). Que se observem as características específicas de cada indivíduo, mas nunca a ponto de demonstrar preterimento, premeditado ou involuntário.
José passou a se achar ‘especial’. O texto bíblico diz que ele trazia más notícias de seus irmãos ao seu pai, o que ao longo do tempo desenvolveu neles um sentimento de raiva contra aquele que era o ‘filhinho do papai’. Observe o que a Bíblia diz: “Vendo, pois, seus irmãos que o pai o amava mais que a todos os outros filhos, odiaram-no e já não lhe podiam falar pacificamente” (Gn 37:4). Jacó (Israel) errou fazendo isto, todavia, José não precisava perpetuar o erro do pai através de seu comportamento. Louvado seja o Senhor pelo fato de que os filhos não precisam seguir os mesmos passos de seus ancestrais, especialmente, no tocante aos desajustes deles. Quando uma pessoa aceita para si a prerrogativa de ser mais especial do que as outras muito mais quando isto é validado por algum tipo de autoridade familiar, eclesiástica, política, criminosa, etc., tal aceitação só causará dor e sofrimento. Talvez, José precisasse de alguém para lhe dizer que: “Porque, pela graça que me foi dada, digo a cada um dentre vós que não pense de si mesmo além do que convém… (Rm 12:3). Lembremo-nos do que o profeta disse: “A soberba do teu coração te enganou, ó tu que habitas nas fendas das rochas, na tua alta morada, e dizes no teu coração: quem me deitará por terra? Se te remontares como águia e puseres o teu ninho entre as estrelas, de lá te derribarei, diz o Senhor” (Obadias 1:3-4). Que as intercessões de Jesus Cristo nos proteja disto.
Pr. Flávio G. Azambuja e-mail:fg.azambuja@bol.com.br.

