14
de
agosto
O Reino De Deus é Privilégio Daqueles Que Não Dependem De Méritos Pessoais.
TEMA: O Reino De Deus é Privilégio Daqueles Que Não Dependem De Méritos Pessoais.
TEXTO: Mateus 20:1-16.
Há muito tempo atrás aconteceu num paÃs distante um avivamento. Toda a sociedade foi transformada pelo poder de Deus atuando nas vidas das pessoas. Um jovem chamado Robert Evans tornou-se o lÃder do movimento. Mal Pope, um artista contemporâneo daquele paÃs, criou uma peça teatral descrevendo o Avivamento de 1904 do ponto de vista de um velho pastor. A dramatização enfatizava a frustração do velho pregador por causa do avivamento ser liderado por um jovem inexperiente e não por ele.
Nós vivemos num contexto meritório e de grande expectativas pessoais. Planejamos cada passo como quem deseja alcançar o máximo de nossas potencialidades e queremos ser reconhecidos, queremos ser promovidos, queremos ganhar mais em todos os aspectos. Nós freqüentemente esperamos que aqueles de real importância venham reconhecer o valor que há em nós. Esta parábola enfatiza pelo menos dois grandes problemas: (a) a tendência humana de nutrir expectativas infundadas do ponto de vista do combinado (v.10); (b) a tendência humana de duvidar da bondade divina quando esta é direcionada a outros (v.15).
No final da parábola o crente é confrontado com a raiz do problema: o desejo incontido muitas vezes de desejar ser os primeiros no Reino de Deus; questionando a bondade do Senhor que um dia foi estendida a ele satisfazendo suas necessidades mais intimas, todavia, não desejando que tal bondade seja oferecida para aqueles que chegaram de ultima hora (v.16). Será que o reino de Deus hoje não corre o risco de ser compartilhado com outros, ou vivido de um ponto de vista mundano com ênfase na competição pessoal, na competência, nas performances, nos resultados, nos méritos pessoais?
A parábola dos ‘Trabalhadores na Vinha’ nos ensina acerca da prerrogativa divina de salvar nos termos da graça e não nos termos mundanos. O sistema do Reino de Deus é fundamentado em princÃpios antimeritórios (Efésios 2:8-10). Deus, como o proprietário da vinha vê pessoas ociosas e sem uma oportunidade digna de trabalho para sustentação e manutenção da vida, e proporciona a solução para tais realidades: trabalho. A oportunidade é igual para todos, pois todos precisam de uma oportunidade para entrar e produzirem no Reino de Deus.
Entretanto, com o passar do tempo uma tendência natural do ser humano começa a aflorar no coração, com a tendência de corromper a natureza da vida no Reino de Deus. Aqueles que trabalham bastante, que se dedicam muito, que se desgastam começam a crer que eles merecem mais do que os demais. O problema se torna complexo: (a) o proprietário da vinha - O Deus do Reino - passa a ser visto como injusto; (b) certas reações são motivadas não pelo prazer daquilo que se conquistou, mas pelo desprazer daquilo que outros conquistaram; (c) murmuração ou insatisfação marca a atitude daqueles que deveriam demonstrar felicidade por voltarem para casa com o suficiente para sustentar a famÃlia naquele dia.
Embora a salvação (a entrada na vinha) seja conseqüência da graça divina, da bondade do proprietário para com aqueles que estavam sem oportunidade digna na vida; a dedicação no trabalho do Reino de Deus não desprezará o conceito de obediência. Muito embora a BÃblia apresente salvação em termos antimeritórios, a vida de fidelidade ao Senhor Jesus Cristo e a frutificação no Reino de Deus, promoverão algo muito especial: o recebimento do galardão. Neemias pediu ao Senhor que não se esquecesse de sua fidelidade para com o Deus de Israel: três vezes Neemias pede para que o Senhor se lembre dele e daquilo que ele fizera (13:14, 22, 31).
Deus concederá galardões para os seus filhos e filhas. Devemos nos animar com o fato de que desfrutaremos por toda a eternidade da bondade do Senhor para conosco, e do prazer oriundo do galardão recebido da parte do Senhor. Nós estaremos satisfeitos com aquilo que receberemos e não com aquilo que outros receberam. Os nossos olhos estarão fitos em Cristo e nossos corações satisfeitos com a recompensa do Senhor em nós (todos recebem um denarius, e assim, todos desfrutam do mesmo pagamento: a satisfação está não na comparação de quantidade, mas na consciência do trabalho oferecido a Deus como resposta ao investimento divino). Quanto você tem dedicado de si mesmo no trabalho do Reino de Deus? Qual será o seu galardão, sua recompensa? Lembremo-nos de 1ª CorÃntios 3:12-13.
Pastor Flávio Azambuja

